domingo, 27 de junho de 2010

Educação Ambiental

Vivemos nos dias atuais uma época de acontecimentos estranhos e fatos inusitados que se manifestam em relação ao clima e ao aparecimento de grandes problemas nas áreas produtivas de alimento do planeta. Tais problemas se devem a maléfica influência do modo de vida que a humanidade escolheu para seguir, que promove uma grande pilhagem dos recursos naturais que nosso mundo tem a oferecer e, por isso mesmo, esse mesmo planeta que nos acolheu, tende a tentar “se livrar” de nossa presença como se fossemos um corpo estranho. Deixamos o planeta fraco e doente e, através de práticas danosas, provocamos a ira da mão natureza e encontramos a encruzilhada de nossas existências. Ou mudamos a forma como exploramos os recursos naturais, e passamos a viver a sustentabilidade ou pereceremos de forma brutal e emersos em nossos próprios resíduos.

Essa mudança de rumos; deverá ser traçada através da implementação de programas capazes de promover a importância da educação ambiental e a importância da adoção de práticas que visem a sustentabilidade e a diminuição de qualquer impacto que nossas atividades venham a ter no ecossistema que nos circunda e mantém. Através de um debate amplo e profundo de nossas necessidades e um correto entendimento de que a forma como atuamos hoje, só nos levará para a destruição e o aniquilamento.

Compreender que aplicando uma política que promova a importância da educação ambiental voltada principalmente para a sustentabilidade já nas escolas primárias, criaremos nas novas gerações a devida mentalidade conservacionista e será muito mais fácil implementar políticas que visem à utilização sustentável dos recursos planetários no futuro. No entanto, é necessário que além da educação ambiental ou sustentabilidade ambiental, às práticas contrárias sejam combatidas e punidas rigorosamente já nos dias de hoje. Unir o empresariado e convencer as grandes corporações e os produtores rurais de que essas práticas não representarão diminuição de lucro para os seus empreendimentos e sim, em muitos casos, a criação de um importante diferencial que poderá alavancar seus negócios e abrir novas oportunidades de obter uma lucratividade ainda maior do que a atual.

Essa prática de convencimento, também se enquadra numa política de educação ambiental voltada para a sustentabilidade. Contudo, o público alvo será muito mais impermeável e reticente quanto à adoção dessas práticas. Tratando-se de gestores e de grandes empresários, apenas a visão de que poderão lucrar ou reduzir custos atuais será capaz de permitir um convencimento eficiente nesse grupo de indivíduos. Da mesma forma, a aplicação de dispositivos punitivos e uma legislação que trate de forma dura e eficiente os abusos; servirá como amparo para inibir os mais insistentes e menos afetos aos novos objetivos.

Muito mais que a simples causa do meio ambiente, a educação ambiental voltada para a sustentabilidade analisa um amplo espectro de fatores que leva em consideração também os indivíduos afetados pelas atividades e ameaças a comunidades sujeitas às conseqüências danosas das práticas predatórias. Assim deve-se também ter em mente que a educação ambiental voltada para a sustentabilidade tem que prever a redução da vulnerabilidade dessas pessoas.

http://www.atitudessustentaveis.com.br/conscientizacao/a-importancia-da-educacao-ambiental-sustentabilidade/

A importância da Tecnologia na educação

Fomos criados com receio da tecnologia, ouvindo de nossos familiares coisa como “_ Não mexe no botão da TV ”, sem dúvida à próxima geração de educadores(inclusive a nossa) deverá ter mais facilidade com a informática e quem não conseguir, vai ficar à margem dos próprios alunos, uma vez que eles dominam a tecnologia. Com isso se exige do professor uma preparação e atualização com intuito de fornecer as ferramentas para motivar o aluno e ajuda-lo a produzir seu conhecimento. O contato com essas novidade amplia o horizonte dos educadores e acena com novas possibilidades pedagógicas.
O profissional em educação não deve pensar que irá perder seu emprego por conta da informática e sim utilizar com meio para melhorar a qualidade de ensino com essa ferramenta. O papel do profissional em educação é mostrar ao aluno para que serve o conhecimento. Ele precisa enxergar-se com apenas uma parte do processo de aprendizado.

Educação e Tecnologia:uma junção necessária!

“Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Inúmeros estudos salientam as consequências a que a dependência da Internet conduz, nomeadamente a nível psicopatológico, cognitivo, relacional, físico e profissional e/ou académico.
Relativamente à área do funcionamento psicológico, vários estudos procuram estabelecer uma relação entre o uso patológico da Internet e sintomas depressivos, de ansiedade e de solidão.
O estudo de Kraut et al. (cit. por Engelberg & Sjöberg, 2004) revela a existência de correlações entre as horas passadas online e sentimentos de depressão e solidão, tendo concluído que quanto mais horas os indivíduos estão na Internet, menos tempo passam com pessoas “reais”, logo pior é o seu bem-estar psicológico.
Chou, Condron & Belland (2005) reportam que determinados estudos identificaram sintomas crescentes de depressão em utilizadores abusivos da Internet (Young & Rogers, 1998) e que as pessoas dependentes deste meio reportam experienciar maior solidão do que as restantes pessoas (Morahan-Martin & Schumacker, 2000).
A associação verificada entre o uso patológico da Internet e outras patologias, como a depressão, solidão e ansiedade social, sugere que o abuso da Internet pode ser um sintoma de outras perturbações psicológicas em determinados indivíduos (Chak & Leung, 2004). A este respeito, de acordo com Davis (cit. por Engelberg & Sjöberg, 2004), não é a Internet que causa depressão, mas são, em vez disso, os indivíduos com depressão que recorrem à Internet.
Segundo Baptista (s/d), perturbações do comportamento que envolvem uma maior dificuldade no controlo de impulsos podem sofrer um reforço através da utilização da Internet, devido à possibilidade de satisfação imediata de impulsos (p. ex., a realização de compras por via electrónica por parte de compradores compulsivos).
No que diz respeito ao carácter anónimo das relações estabelecidas na Internet, Baptista salienta a questão da possibilidade que é oferecida ao indivíduo de experimentar novas formas de estar e de ser, através da adopção de uma nova identidade, sem o custo social que advém de encarnar essa mesma identidade. Sendo assim, a consequência psicológica resultante é a incapacidade de o indivíduo de se inserir na realidade, ganhando um sentimento de estranheza face ao mundo, que, por sua vez, poderá conduzir a uma diminuição do controlo subjectivo.
Adicionalmente, em termos cognitivos, Baptista considera que a Internet poderá ter influência nas formas de pensamento e organização pessoal. A ideia de construção de informação tendo por base um hipertexto, com as ligações mais diversas a outro tipo de informações, introduz uma forma de referenciação a que não estamos habituados e, como tal, poderá trazer consequências na forma como organizamos a informação.
São diversos os estudos que apontam para a deterioração das relações sociais como uma das principais consequências do uso excessivo da Internet. No entanto, não existe ainda uma opinião consensual a este nível.
O estudo de Nie e Erbring (cit. por Engelberg & Sjöberg, 2004) revela que o aumento do uso da Internet diminui a interacção com pessoas reais e, por isso, quanto mais os utilizadores fazem uso da Internet, tanto maiores são as hipóteses de experimentarem deterioração ao nível das suas relações sociais.
O estudo de Young (1996) revelou que 53% dos indivíduos dependentes da Internet referiam sérios problemas relacionais. Uma possível explicação reside no facto dos indivíduos passarem gradualmente menos tempo com as pessoas, para passarem mais tempo em frente ao computador. Os casamentos parecem ser os mais afectados, visto que o uso da Internet interfere com responsabilidades e deveres em casa: as tarefas quotidianas são ignoradas, assim como outras actividades (p. ex., tomar conta das crianças). Além do mais, advogados matrimoniais referem terem verificado um aumento do divórcio devido ao estabelecimento de casos cibernéticos. Os indivíduos dependentes da Internet tentam esconder a sua dependência, mentindo relativamente ao tempo que passam na Internet ou escondendo as facturas. Estes aspectos contribuem para criar desconfiança e, ao longo do tempo, lesam a qualidade dos relacionamentos (Young, 1999).
Kraut e col. (1998; cit. por Baptista, s/d) procuram explicar o motivo pela qual a Internet afecta adversamente o envolvimento social e o bem-estar psicológico, baseando-se nos mecanismos da deslocação da actividade social e de laços fortes. No que concerne à actividade social, existe um deslocamento do tempo anteriormente dedicado a actividades sociais para a utilização da Internet e, por isso, surge isolamento social e paralelamente um declínio no bem-estar psicológico. No entanto, estes autores apontam para o facto da Internet ser utilizada exactamente para fins de convivência social, o que enfraqueceria esta explicação. No que diz respeito à explicação em termos de laços sociais, ocorre uma troca de laços fortes (amigos, família, etc.) por laços mais fracos estabelecidos na Internet (através de newsgroups, salas de conversação, etc.). Porém, como estes laços correspondem somente a uma comunhão de interesses ou preferências, não preenchem verdadeiramente os indivíduos do ponto de vista emocional, quando comparados com os laços fortes.
Apesar dos riscos físicos envolvidos na dependência da Internet serem menores do que nas dependências de substâncias, continuam a ser notáveis. Geralmente, indivíduos dependentes utilizam a Internet aproximadamente entre 40 a 80 horas por semana, com sessões individuais com duração até 20 horas (Young, 1999). As consequências físicas são inúmeras (Young, 1999; Engelberg & Sjöberg, 2004): alteração dos padrões de sono, devido a log-ins até altas horas; fadiga excessiva, fazendo frequentemente com que o funcionamento académico e ocupacional fiquem afectados; enfraquecimento do sistema imunitário, causando uma maior vulnerabilidade a doenças; falta de exercício adequado, devido ao carácter sedentário do uso da Internet, podendo conduzir a problemas físicos mais graves como um risco aumentado da síndrome do túnel do carpo e ainda problemas de costas e olhos; e deterioração dos hábitos alimentares, nomeadamente saltar refeições e aumento do consumo de fast-food.
O estudo realizado por Brenner (1997; cit. por Chou, Condron & Belland, 2005) revelou que o uso excessivo da Internet possui implicações negativas a nível profissional e académico, devido à fadiga e à má gestão de tempo.
Um estudo realizado por Scherer (1997; cit. por Chou, Condron & Belland, 2005) revelou que 13% dos participantes consideram que o uso da Internet interferiu com o seu trabalho académico, desempenho profissional e vida social.
A investigação de Young (1998) mostra que, para a maioria dos estudantes entrevistados, o uso excessivo da Internet contribui para problemas académicos, incluindo más notas, reprovação e expulsão das universidades.
Nos estudos de Chou e Hsiao e de Lin e Tsai (2000; 1999; cit. por Chou, Condron & Belland, 2005), indivíduos dependentes da Internet reportam mais consequências negativas nos seus estudos e rotina do que os não dependentes. No entanto, não havia diferença na forma como percepcionavam o impacto da Internet nos seus relacionamentos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

O uso excessivo da internet!

O uso excessivo da internet é doença
Dependência da internet passa a ser classificada como problema médico

Portal IMPRENSA
Assim como o alcoolismo e o vício em jogos, a dependência da internet passará a ser considerada como um problema médico, de acordo com manual de diagnóstico, elaborado por psicólogos chineses do Hospital Geral Militar de Pequim.
Segundo o manual, o principal sintoma do “novo vício” é o hábito de navegar na rede por mais de seis horas ao dia no lugar de trabalhar ou estudar, aliado à tensão e ao aborrecimento sentidos pelo usuário, quando há a impossibilidade de se conectar à rede, informa o China Daily.
Na maior parte das vezes, os dependentes da internet passam seu tempo em jogos online, navegação em sites de conteúdo pornográfico, comprando via internet, entre outros. Segundo a AFP, caso o Ministério da Saúde do país aprove a norma, o manual será o primeiro no mundo a prever tal tipo de dependência. Com o aval do Ministério, médicos e psicólogos acreditam poderem tornar mais simples o diagnóstico da Internet Addiction Disorder (Desordem de Dependência à Internet).
Pesquisas dão conta de que 42% dos internautas chineses se declararam dependentes da internet. Quanto aos americanos, 18% confessaram o mesmo, informa o IAC InterActiveCorp.
O tratamento para a dependência, segundo o jornal chinês, é proibir a conexão à rede aos pacientes, antes que sejam iniciadas as sessões psicológicas. É recomendado, ainda, que os dependentes façam terapia em grupo para que a socialização seja incentivada.
A China é o segundo país com mais usuários de internet no mundo, com 221 milhões de internautas, atrás apenas dos Estados Unidos, que possui 215 milhões.